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    Como afastar o seu filho da saúde mental

    Como afastar o seu filho da saúde mental

    8/21/2024

    É fácil transformar um filho numa pessoa com menos saúde mental!

    Basta que ele trabalhe demais e brinque de menos.

    Que seja pouco autónomo e demasiado protegido.

    Que nunca erre, nem saiba perder. 

    Que saiba muito pouco da vida dos pais e quase nada da história dos avós.

    Que seja pouco mexido e não tenha uma atividade desportiva regular. 

    Que tenha, desde muito cedo, “tiques” de “pequeno ditador”.

    Que seja demasiado egocêntrico, pouco empático e pouco amigo de ajudar. 

    Que esteja, sobretudo, fechado no quarto, em autogestão com as suas coisas.

    Que tenha uma relação um bocadinho obsessiva com écrans. 

    Que tenha um telemóvel antes dos 12. 

    Que circule pelas redes sociais sem a regulação dos pais.

    Que tenha mudanças súbitas de estilo de estar, de vestir, de vocabulário ou de comportamento com os pais a “ir na onda”, muito facilmente.

    Que evite os tempos e os convívios familiares.

    Que fuja ao toque e que imponha distância corporal e emocional duma forma quase imperativa.

    Que se feche sobre si dum momento para o outro, com os pais, cheios de tristeza, a condescender com isso.

    Que faça prevalecer a sua imagem a tudo aquilo que pense pela sua cabeça.

    Que tenha como grande objetivo “ser alguém” e ganhar muito dinheiro, mesmo que isso não envolva nem os sonhos ou os desejos que o movam.

    Que não possa ter nem “nervoso miudinho”, nem ansiedade… porque tudo são ataques de pânico. 

    Que não possa estar triste sem que os pais fiquem aflitos e alarmados.

    Que não esgote “a paciência a um santo”, nem gaste todas as “quotas de parvoíce” a que tem direito.

    Que não circule por vários grupos e não tenha o seu grupinho de amigos, que o acompanhe à medida que vai crescendo.

    Que tenha muita escola e pouca vida. 

    Que se tenha perdido da ironia e pareça sempre sisudo e sorumbático. 

    Que mascare autoestima com altivez.

    Que seja insolente e se confunda “mau feitio” com má educação ou com “muita personalidade”.

    Que seja “muito cheio dele próprio” quando isso é ser-se um birrento mal assumido.

    Que não nos orgulhe da pessoa em que se está a tornar.

    Que o fechemos nos nossos sonhos e os afastemos dos seus.

    Que viva no hoje e o amanhã lhe pareça sempre estar a mais.


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