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HPV: cancro do colo do útero pode ser "erradicado"?Sim, e Portugal está no bom caminho
3/3/2026
HPV: cancro do colo do útero pode ser "erradicado"?
Sim, e Portugal está no bom caminho
O Dia Internacional de Consciencialização sobre o HPV assinala-se a 4 de março. Esclarecemos alguns pontos-chave sobre o vírus que é responsável por 100% dos cancros no colo do útero. A ciência sugere que este cancro pode ser erradicado e Portugal pode ser um dia, um dos primeiros países a fazê-lo.
É, muitas vezes, um vírus silencioso. Não dá sinais de que está 'presente'. Na maioria dos casos, desaparece espontaneamente ao fim de 1 ano, mas em algumas mulheres pode progredir para cancro do colo do útero ou outras doenças genitais. A vacinação contra o HPV e o rastreio são esperanças para a erradicação deste cancro nos próximos 15 anos.
O HPV não escolhe sexos nem idade. Infeta tanto homens como mulheres e ambos são transmissores do vírus do papiloma humano, na maior parte dos casos sem o saberem porque não têm sintomas, diz a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Segundo a European Cancer Organization, cerca de 85% das mulheres e homens sexualmente ativos são infetados com HPV em algum momento da vida.
Cerca de metade das infeções são de um tipo de HPV de "alto risco".
A ciência sugere que o cancro do colo do útero pode ser erradicado em países que combinam duas intervenções. Portugal é um deles.
O que é?
O vírus do papiloma humano, também conhecido por HPV, é uma das infeções de transmissão sexual mais comuns a nível mundial.
Existem mais de 200 tipos de HPV, dos quais 12 estão associados a um "alto risco de cancro", indica a European Cancer Organization, que destaca os tipos 16 e 18.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro diz que os tipos 16 e 18 são responsáveis por 75% das lesões mais graves.
No HPV, a resposta imunitária é "menos evidente" e, nos casos em que é eliminado, só acontece "ao fim de seis meses ou 1 ano".
O diagnóstico é feito através da citologia, também conhecida como teste Papa Nicolau.
Como se transmite?
O HPV transmite-se, sobretudo, através da atividade sexual. O National Cancer Institute explica que pode ser transmitido através de "qualquer contacto íntimo, pele a pele", ou seja, através de sexo vaginal, anal e oral.
Nas relações sexuais, o uso de preservativo é "recomendado" por diminuir a probabilidade de transmissão. Contudo, não há "garantias" que a impeça completamente, uma vez que a transmissão ocorre através da "mucosa, pele a pele", indica o diretor-adjunto do centro de investigação do IPO Porto.
Fonte: Liga Portuguesa contra o Cancro (adaptado)
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