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Fim do Império Romano do Ocidente
2/19/2026
A partir do século III, o Império Romano começou a dar sinais de uma crise profunda, devido diversos problemas internos e externos: a grande extensão territorial, o enfraquecimento do poder militar, a corrupção, a instabilidade política, as dificuldades económicas e, por fim, as invasões bárbaras que, no século V, ditaram o fim do Império Romano do Ocidente.
Formaram-se então vários reinos com sistemas políticos distintos, assumindo a Igreja um papel unificador nesta nova realidade.
No seu apogeu, o Império Romano estendia-se do Eufrates ao Oceano Atlântico e dos rios Reno e Danúbio ao deserto do Saara. Embora dispusesse de uma excelente rede viária e marítima, que facilitava a comunicação no interior do império, esta revelou-se insuficiente face à necessidade de rápidas deslocações do exército para acudir às sucessivas situações de crise. Além disso, as estradas e outras infraestruturas de comunicação deixaram de receber as reparações necessárias, dificultando ainda mais a mobilidade militar.
Paralelamente, a partir do final do século III, o enfraquecimento do poder militar deveu-se também à dificuldade em recrutar cidadãos romanos para o exército. Recorreu-se, por isso, ao recrutamento de soldados de origem bárbara. Aquando do saque de Roma, muitos desses invasores tinham anteriormente servido no exército romano.
Os problemas económicos, associados às guerras constantes e a uma economia em declínio, marcada pela diminuição da mão de obra escrava, contribuíram para a escassez de recursos financeiros nos cofres do Estado. A solução encontrada passou pelo aumento dos impostos e pela subida generalizada dos preços dos bens alimentares e de outros produtos. As desigualdades entre ricos e pobres acentuaram-se, aumentando o descontentamento social. Os grupos mais abastados fixaram-se no campo, onde possuíam grandes propriedades agrícolas que produziam quase tudo o que era necessário à sua subsistência. Estas propriedades eram autónomas e autossuficientes.
Em 395, o imperador Teodósio, por razões relacionadas com a sucessão, dividiu o império em duas partes. O seu filho Honório tornou-se imperador do Império Romano do Ocidente, enquanto Arcádio passou a governar o Império Romano do Oriente. A fronteira do Reno, mal defendida, foi atravessada em 407 por povos germânicos, como os Buri, Suevos, Vândalos e Alanos, dando início ao período das Grandes Migrações. Estes povos chegaram à Península Ibérica em 409. Em 476, o imperador Rómulo Augústulo foi deposto pelo germânico Odoacro, acontecimento que marcou o fim do Império Romano do Ocidente.
Fonte: Ensina RTP (adaptado)
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